Projeto Social dá condição digna de trabalho a recicladores

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O que uns descartam, outros aproveitam. Em Brasília (DF), muitas famílias sobrevivem com o que encontram no lixo. Materiais recicláveis são recolhidos e vendidos. É este dinheiro que garante a sobrevivência dos recicladores e familiares na Cidade Estrutural, uma área invadida e carente da capital do Brasil.

Neste cenário se desenvolve um dos casos de sucesso dos Projetos Sociais do Conselho Nacional do Brasil da Sociedade de São Vicente de Paulo (CNB/SSVP). O ‘Conselho’ aprovou a proposta da Conferência Imaculado Coração de Maria, fornecendo cerca de R$20 mil para a compra de 21 carrinhos utilizados na coleta de recicláveis.

O confrade José Alves conta que antes deste equipamento, era muito comum encontrar os recicladores recolhendo o lixo de forma precária, com carrinhos improvisados e muitas vezes quebrados. “Como os novos carrinhos são resistentes e mais leves, eles permitem maior mobilidade. Temos casos de recicladores que tiram cerca de R$2 mil por mês”, comemora o vicentino. Ele destaca que muitos dos beneficiados ainda moram em condições precárias, no entanto, já conquistaram a independência financeira e não precisam mais da cesta básica doada pela SSVP.

O Projeto dos Recicladores de Brasília é acompanhado de perto pelo confrade Gilson Timóteo Sacramento.  O vicentino relata que a iniciativa também foi pensada para dar legalidade ao trabalho dos recicladores. Alguns deles transportavam os recicláveis em carroças com animais e elas são proibidas de circular pelo Plano Piloto de Brasília. “Fizemos contato e orçamento com uma serralheria para bolar um carrinho mais reforçado e, ao mesmo tempo, que não fosse tão pesado. O peso dele ficou bem distribuído, as rodas são de motocicleta, tem uma portinha atrás para facilitar a descarga do material, e uma cesta na frente para colocar objetos pessoais ou alimentos para que não fiquem em contato com o material colhido”, descreve.

Gilson ainda comenta sobre a satisfação em saber que as famílias atendidas foram promovidas. “A recompensa não é receber um ‘muito obrigado’ deles, mas a certeza de acompanhar o progresso de cada um dos recicladores beneficiados com os Projetos Sociais”.

 

Fonte: Redação do SSVPBRASIL

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