A vacinação será um processo longo e difícil, que requer ética, comprometimento e solidariedade
A crise sanitária em que estamos mergulhados, em função da pandemia do coronavírus, tem nos levado a enfrentar também uma crise ética e civilizacional de igual gravidade, da qual todos saímos perdendo. A demora na vacinação e escassez de vacinas tem levado algumas pessoas a contornar o problema passando à frente daqueles que deveriam estar em primeiro lugar na fila da vacinação: profissionais de saúde, idosos e quem tem comorbidades.
Como parte da organização e direção de mais de 600 lares de idosos para longa permanência distribuídos por todo o Brasil, a Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) ressalta a importância de prezarmos pela ética nesse momento delicado: sejamos conscientes e solidários.
A vacinação tem gerado ansiedade e será um processo longo e difícil. Por isso, ética, comprometimento e solidariedade são fundamentais.
Cabe a cada um de nós, profissionais dos Lares de Idosos Vicentinos, zelarmos pelo cumprimento da ordem e da lei, sem permitir que indivíduos passem à frente nas filas.
A SSVP alerta que o caso de eventuais descumprimentos das normas, os faltosos sofrerão as devidas sanções, conforme prevê o regulamento da instituição.
Em tempo, cabe lembrar que, historicamente, do ponto de vista ético, a generosidade de Albert Sabin deveria ser o nosso norte neste momento. O cientista renunciou aos direitos de patente da gotinha contra a poliomielite, o que permitiu proteger milhões de crianças no mundo inteiro. Solidariedade. É disso que mais precisamos.
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